Como Perder Peso com Medicina Chinesa
Uma abordagem integrativa que vai além da balança
Medicina Tradicional Chinesa • Perda de Peso Sustentável • Lisboa
Se já tentou várias dietas, seguiu planos com disciplina e, ainda assim, sente que o seu corpo “resiste”, não está sozinho. Para muitas pessoas, a dificuldade em perder peso não está na falta de força de vontade ou esforço — mas na forma como o organismo responde.
Hoje sabemos, tanto pela ciência como pela prática clínica, que a perda de peso sustentável é um processo complexo, que envolve metabolismo, hormonas, sistema nervoso, digestão, sono e estado emocional. É precisamente aqui que a Medicina Tradicional Chinesa (MTC) oferece uma abordagem diferente e complementar.
O excesso de peso: mais do que uma questão estética
O excesso de peso está associado a um risco acrescido de diabetes tipo 2, hipertensão, doença cardiovascular e alguns tipos de cancro. Em Portugal, dados do INSEF indicam que mais de dois terços da população adulta apresenta peso acima do considerado saudável.
No entanto, reduzir o tema a “comer menos e mexer-se mais” ignora fatores fundamentais que, na vida real, determinam o sucesso ou o fracasso de qualquer plano.
Porque “comer menos” não resolve tudo
Na prática clínica, observamos frequentemente que a dificuldade em perder peso está associada a:
- Sono insuficiente ou irregular, que altera as hormonas do apetite (grelina e leptina)
- Stress crónico, com aumento persistente de cortisol e tendência para acumular gordura abdominal
- Fome emocional, como resposta à ansiedade, frustração ou cansaço
- Fadiga persistente, que dificulta o movimento regular
- Digestão lenta e retenção, com sensação de peso, distensão abdominal ou obstipação
A Medicina Chinesa atua precisamente sobre estes fatores, criando condições internas mais favoráveis para que o corpo volte a funcionar de forma equilibrada.
IMC: uma referência incompleta
O Índice de Massa Corporal (IMC) continua a ser utilizado como referência:
- 25–29,9 → Excesso de peso
- ≥30 → Obesidade
No entanto, o IMC não distingue massa muscular de massa gorda, nem avalia a distribuição da gordura. A gordura visceral abdominal é um indicador muito mais relevante de risco cardiometabólico.
Na Five Clinic, a avaliação vai além da balança e inclui: Diagnóstico em Medicina Chinesa, avaliação da composição corporal, análise de estilo de vida, nomeadamente padrões de sono, stress e comportamento alimentar.
Como a Medicina Chinesa compreende o excesso de peso
Na MTC, o excesso de peso não é um problema isolado, mas a manifestação de padrões energéticos específicos, que orientam o tratamento de forma personalizada.
Deficiência do Baço-Pâncreas (Pi)
Associada a digestão lenta, retenção de líquidos e desejo intenso por doces.
Estagnação do Qi do Fígado (Gan)
Relacionada com stress e alimentação emocional.
Deficiência de Yang (especialmente do Rim)
Associada a sensação de frio, fadiga profunda e metabolismo lento.
Esta leitura permite tratar a causa, e não apenas o sintoma.
O que a Medicina Chinesa pode integrar num plano de perda de peso
Acupuntura — regulação metabólica e neuroendócrina
A acupuntura atua como uma ferramenta de regulação sistémica, influenciando o sistema nervoso autónomo, o eixo neuroendócrino e os processos metabólicos. Ao reduzir stress crónico, melhorar a qualidade do sono, modular o apetite e otimizar a digestão, cria condições internas mais favoráveis à perda de peso.
Na prática clínica, esta regulação traduz-se numa maior eficiência metabólica, menor inflamação de baixo grau e melhor capacidade do organismo em utilizar e equilibrar a energia — não apenas em “força de vontade” para cumprir um plano.
Auriculoterapia — regulação ativa do apetite e do stress
A auriculoterapia é um microssistema terapêutico com base neurofisiológica. A estimulação de pontos específicos da orelha pode influenciar o apetite, a resposta ao stress, o sistema nervoso autónomo e os eixos digestivo e emocional.
Para além de reforçar a consciência alimentar no dia a dia, atua como uma ferramenta ativa de regulação, especialmente útil em casos de compulsão alimentar, ansiedade e instabilidade emocional.
Acupuntura lipolítica — atuação local complementar
Em alguns casos, podem ser integradas técnicas de acupuntura lipolítica, com atuação local sobre gordura localizada.
Esta abordagem pode:
- Estimular a microcirculação
- Facilitar processos de lipólise local (quebra de gordura nos adipócitos)
- Melhorar a qualidade dos tecidos
- Reduzir fibrose e irregularidades
A acupuntura lipolítica não substitui o trabalho sistémico da Medicina Chinesa. Os melhores resultados surgem quando é utilizada como complemento, integrada num plano que inclua regulação metabólica, digestiva e emocional.
Dietética Chinesa — menos dietas, mais sistema
A Dietética Chinesa não é uma dieta restritiva. É um sistema baseado em regularidade, digestibilidade e adaptação à constituição individual.
Princípios fundamentais:
- Reduzir alimentos que promovem inflamação e compulsão
- Privilegiar alimentos cozinhados quando a digestão é frágil
- Estabilizar horários alimentares para regular apetite e sono
Movimento: o exercício que consegue manter
Caminhada, Qi Gong, Tai Chi, natação ou outras práticas suaves. O objetivo não é “queimar calorias”, mas criar um corpo funcional, com energia para sustentar o plano a longo prazo.
Outras abordagens complementares
Tui Na: reduz tensão e dor, facilitando o movimento regular
Fitoterapia chinesa: apoio digestivo e metabólico, com prescrição individualizada
Moxabustão: indicada em padrões de frio e deficiência de Yang
E sobre Ozempic, Wegovy e outros GLP-1?
Medicamentos como semaglutida podem ser úteis em contexto médico supervisionado. No entanto, a evidência mostra que, após a sua suspensão, é comum recuperar grande parte do peso perdido, se os fatores metabólicos, comportamentais e emocionais não forem trabalhados.
A Medicina Chinesa pode atuar como complemento, ajudando a:
- Reduzir efeitos secundários digestivos
- Sustentar energia e digestão
- Preparar uma descontinuação mais equilibrada
- Trabalhar stress, sono e padrões alimentares
O objetivo não é perder peso rápido — é recuperar regulação
A abordagem mais eficaz a longo prazo é aquela que:
- ✓ Melhora sono e gestão do stress
- ✓ Organiza digestão e rotina alimentar
- ✓ Reduz compulsões
- ✓ Facilita movimento consistente
- ✓ Acompanha composição corporal, não apenas a balança
A Medicina Chinesa atua precisamente nestes pilares.
A primeira consulta inclui diagnóstico em Medicina Chinesa, avaliação de composição corporal e plano personalizado
Perguntas Frequentes
A acupuntura emagrece sozinha?
A acupuntura não atua como um atalho isolado. A sua principal ação é regular o sistema nervoso, hormonal e metabólico, criando condições internas mais favoráveis à perda de peso. Em alguns casos, podem ser integradas técnicas locais, como a acupuntura lipolítica. Os melhores resultados surgem quando faz parte de um plano integrado e personalizado.
Quantas sessões são necessárias?
Depende do padrão individual e dos objetivos. Habitualmente recomenda-se um ciclo inicial de 8 a 12 sessões, com frequência de 1 a 2 vezes por semana, seguido de manutenção conforme necessário.
A Dietética Chinesa é muito restritiva?
Não. Não se baseia em contagem de calorias nem em proibições rígidas. O foco está na adaptação dos alimentos, na sua preparação, temperatura e horários, respeitando a constituição individual.
Posso fazer Medicina Chinesa se estiver a tomar medicação para emagrecer?
Sim, desde que o seu médico esteja informado e o profissional de MTC conheça toda a medicação. A MTC pode ser um complemento valioso, sobretudo para gerir efeitos secundários e apoiar uma descontinuação sustentável.
Quanto peso posso perder?
O foco deve estar na melhoria da saúde metabólica e da composição corporal. Perdas rápidas raramente se mantêm. Uma redução gradual de 0,5-1kg por semana, acompanhada de melhorias no sono, digestão e energia, tende a ser mais sustentável a longo prazo.












